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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

[Top 10] Coisas que dá pra salvar na trilogia nova de Star Wars


Não se fala em outra coisa no "mundo pop" a não ser Star Wars. Filme novo, a volta dos personagens clássicos, finalmente a continuação da história, spoilers, teorias, conjecturas... E a velha discussão de porque a trilogia nova (A Ameaça Fantasma, Ataque dos Clones e A Vingança dos Sith) é tão horrível, e só o Samir gosta dela. Assim, já que guardar rancor é o caminho para o Lado Negro da Força, dou o braço a torcer nesse post, relembrando 10 coisas da Nova Trilogia que, digamos, não são um lixo completo (inclusive o próprio Samir me ajudou, já que eu estava há meses pensando, sem conseguir juntar 10 coisas):

(atenção: texto com spoilers dos filmes I a VI)


10 - O paralelo entre as histórias de Luke e Anakin Skywalker

Ao final de Retorno de Jedi, o Imperador e Darth Vader querem de todo jeito convencer Luke a juntar-se ao Lado Negro da Força para salvar aqueles que ama. De certa maneira, você nunca de fato acredita que isso vai acontecer, e, previsivelmente, ele não apenas não se converte como ajuda seu pai a se redimir. No entanto, por mais mal escrita e atuada que seja, a queda de Anakin para o Lado Negro em Vingança dos Sith mostra que aquilo já aconteceu antes, por razões muito parecidas, e que o fato de serem pai e filho torna isso algo a se temer, de fato. Por mais que você saiba que Luke não vá para o lado do Mal.

Tá calor, né? E a Dilma?

9 - Darth Maul

Eu nem acho Ameaça Fantasma o pior filme dos três (pra mim é Ataque dos Clones) mas com certeza é o mais dispensável (esse sensacional post mostra o porquê, e de quebra sugere uma ordem excelente para ver a saga toda). Se bem analisado, nada do que acontece ali tem real importância para os rumos da história. Mas para mim, é lá que está o melhor vilão de toda a trilogia: Darth Maul, aquele que é tão ruim que é mau com u e mal com L ao mesmo tempo. Assustador, tinha um sabre de luz maneiro e passava aquela sensação de algo sinistro que um vilão de Star Wars precisa. Tivesse sobrevivido, com certeza faria melhor papel que Christopher Lee (para mim, totalmente deslocado) e General Grievous (ok, ele era maneiro em Clone Wars, mas nos filmes? Afff).



8 - Trouxe Star Wars de volta e possibilitou novas criações

Muito pouco se falava de Star Wars na década de 1990. Em 1997, o lançamento da trilogia clássica remasterizada (Han atirou primeiro!) começou a trazer de volta a saga ao mundo, mas, como esperado, foi o lançamento de novos filmes que fez com que Star Wars voltasse a ser assunto. E, mesmo não tendo sido bons, esses filmes possibilitaram também o surgimento de coisas maneiras, como Clone Wars, Lego Star Wars e Star Wars: Rebels.




7 - Mais informações sobre o passado dos personagens

Nerds são a maioria do público-alvo de Star Wars. E, como nerds que são, querem compulsivamente mais informações sobre aquilo que os interessa. Isso a nova trilogia traz. Mesmo que as informações sejam contraditórias, desnecessárias, revoltantes ou decepcionantes, bem, elas estão lá.

Mas eu não precisava saber que Anakin foi um moleque mala que gritava IIIPPIII!

6 - O Surgimento de Darth Vader

Desde o dia em que os filmes novos foram anunciados, um momento era muito esperado pelos fãs: a transformação final da pessoa Anakin Skywalker no vilão Darth Vader. E, apesar de alguns detalhes (o NOOOOOO, por exemplo), essa foi uma cena que eu gostei. Lembro de mal respirar enquanto Darth Sidious pegava o Anakin semi-morto e o colocava na icônica armadura. Especialmente a tomada "em primeira pessoa", com a máscara sendo colocada nele pela primeira vez, e seguida da famosa respiração, convenhamos, foi foda.



5 - "Fear is the path to the Dark Side"

A nova trilogia de Star Wars surgiu e se desenvolveu na era da internet. E, como tal, não poderia deixar de gerar memes, piadas, sátiras, e homenagens. Para mim, a mais versátil de todas é a cena em que o Conselho Jedi entrevista o pequeno Anakin para definir se ele será treinado. A fala de Yoda se tornou um clássico instantâneo ("Fear is the path to the Dark Side. Fear leads to anger, anger leads to hate, hate leads to suffering."):



Já no longínquo ano de 1999, pré-internet, Lisa Kudrow (a Phoebe de Friends), estrelou uma sátira a essa cena no MTV Movie Awards (juntando com outro meme pré-histórico, o do Kevin Bacon).


4 - Trilha Sonora

Um fato da vida: John Williams consegue tornar até um filme iraniano interessante, apenas com a trilha sonora. Na nova trilogia não seria diferente. Claro que as músicas da trilogia clássica (especialmente a Marcha Imperial) são, bem, clássicas, mas o trabalho dele nos filmes novos é tão bom quanto, talvez melhor em alguns momentos. A luta de Qui-Gon Jinn e Obi-Wan contra Darth Maul ganha muita dramaticidade ao som de Duel of the Fates:



3 - Trazer Star Wars para uma nova geração

Dezesseis anos se passaram entre Retorno de Jedi e Ameaça Fantasma. Assim como a nossa geração descobriu Star Wars quando criança e trouxe isso consigo, toda uma nova geração, que hoje está nos 20 e poucos anos, conheceu e se apaixonou pela saga a partir dos filmes novos. Se um deles voltou e curtiu a trilogia clássica também, já compensa tudo o que passamos ao nos decepcionar.



2 - O Duelo entre Anakin e Obi-Wan

Outro daqueles momentos que todo mundo que viu a trilogia original sempre imaginava era o duelo final entre Anakin e Obi-Wan. Mestre e discípulo forçados a lutar por tomarem posições contrárias em um conflito. Anakin derrotado, tendo sua conversão completada ao passar por um sofrimento indescritível ("na lava? como foi isso?", pensávamos nós), e tendo que viver para sempre em uma assustadora armadura de suporte de vida, buscando dominar definitivamente a galáxia. E, apesar de alguns detalhes ("Give up, Anakin, I have the higher ground"? Jura?), a luta não decepciona, podendo ser considerada um dos melhores (talvez o melhor) momento dos 3 filmes:



1 - Jar Jar BinksNÃO, VANZO, SAI DAÍ, JÁ DISSE QUE SÓ VOCÊ GOSTA DELE!!!


Peço desculpas pela interrupção.

1 - A certeza de que a trilogia original é algo único e especial

George Lucas sempre disse que sua história tinha nove partes, e que a trilogia original eram os episódios IV, V e VI dessa história. Ao anunciar os filmes I, II e III, nos encheu de esperança de finalmente termos uma grande história completa. Porém, mesmo com sua presença e direção (ou, na verdade, por causa dele), a nova trilogia foi uma decepção. O que nos mostra que é muito difícil replicar as condições que tornam um filme, ou uma saga, algo memorável. É torcer para que, a partir de amanhã, essas condições estejam novamente reunidas em O Despertar da Força.


E sim, finalmente eles estarão de volta.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

[Top 10+] Temas de filmes do 007


Já falei anteriormente sobre Skyfall aqui no blog. Embora eu me sinta a única pessoa do mundo que não gostou do filme, em uma coisa ele acertou em cheio: o tema cantado por Adele é uma das melhores músicas de toda a história do agente. É bela, imponente, e tem todo o estilo de tema de filme do 007, depois de bastante tempo sem que isso acontecesse.

Essa semana, foi divulgada a música-tema do novo filme de 007, Spectre. E, bom, não sei bem como dizer isso, mas tentarei ser minimamente diplomático: é bem ruim. Claro que seria difícil para qualquer um suceder "Skyfall", mas o tal de Sam Smith (de quem, confesso, nunca tinha ouvido falar antes de sexta-feira) canta um tema fraco, afetado e bastante esquecível. Tudo o que um filme de James Bond não merece.

No dia da divulgação, papo vai, papo vem, e a dúvida inevitável surgiu: afinal, qual o melhor tema de James Bond? Claro que cada um vai ter sua opinião, mas eu resolvi ir um pouco adiante e ranquear todos os temas dos filmes, a partir dessa excelente playlist: https://open.spotify.com/user/bill1025/playlist/55dW5o6roy81AtpyJjRNIc

O tema clássico do 007, apesar de ser a trilha oficial de O Satânico Dr. No, está fora desse ranking. O considerei como hors-concours, já que achei que não seria justo colocá-lo entre os temas individuais. É algo muito acima disso:


Além disso, o ranking só considera os filmes "cânone", desconsiderando portanto o Cassino Royale antigo, e Nunca Mais Outra Vez, onde Bond é novamente interpretado por Sean Connery, depois que entregou o papel a Roger Moore, mas não é considerado válido na linha do tempo do agente. Além disso, fugi do modelo "Top 10" porque queria falar de todos os filmes. Isso posto, segue o ranking:


23 - Moonraker - Shirley Bassey (007 contra o Foguete da Morte, 1979)

Shirley Bassey está bem colocada com outras canções nesse ranking, mas na minha cabeça músicas arrastadas demais não combinam muito com James Bond, e esse é o caso. Também ajuda o fato de eu não gostar mesmo da música. Uma pena, já que é um dos filmes mais divertidos (Jaws no bondinho do Pão de Açúcar, supera essa Daniel Craig!)



22 - We Have All the Time in the World - Louis Armstrong (007 a Serviço Secreto de Sua Majestade, 1969)

"Puxa, mas é uma música de Louis Armstrong, como assim?" Mas é justamente por isso: Armstrong é característico demais, e "rouba" a cena na trilha sonora. Não é mais uma música de James Bond, e sim de Armstrong, o que por si não é um problema, mas deixa o filme meio "órfão".



21 - Another Way to Die - Jack White/Alicia Keys (Quantum of Solace, 2008)

Os anos 2000 foram de experimentação nos filmes de Bond. Tanto as histórias quanto os temas foram "reinventados" para uma nova época. Alguns deram certo, esse não. Nem o tema, nem o filme. Experimental demais, pra mim.




20 - All Time High - Rita Coolidge (007 contra Octopussy, 1983)

Como disse, não sou muito fã dos temas muito lentos. Esse é um deles: não é tão ruim, mas esquecível.



19 - You Only Live Twice - Nancy Sinatra (Com 007 Só Se Vive Duas Vezes, 1967)

Outro dos temas "românticos e épicos" que não me agradam tanto.



18 - From Russia With Love - Matt Munro (Moscou contra 007, 1963)

Esse é um dos temas clássicos, isso tem que ser respeitado. Mas também entra na categoria "lentos demais", e a interpretação de Munro, embora bem em acordo com a época, datou um pouco e ficou canastrona.



17 - Tomorrow Never Dies - Sheryl Crow (O Amanhã Nunca Morre, 1997)

Outra das tentativas mais recentes, trazendo uma cantora popular na época para uma série que se reinventava. Gosto do filme, gosto da Sheryl Crow, mas acho que a vibe "épica" não combinou muito com ela.



16 - Writing´s On the Wall - Sam Smith (007 contra Spectre, 2015)

Essa é a mais complicada de julgar, por ter sido recém-lançada, por não termos visto o filme, e até porque seu arranjo ainda pode mudar. Acho que a música começa bem, embora não fantasticamente, porém o refrão é muito fraco, e o falsete dá uma estragada, já que não tem nada a ver nem com o resto da música nem com o personagem. Depois do Rock in Rio, percebi que é meio uma marca registrada do rapaz. Uma pena, mas acho que ele não tem "estofo" para segurar um tema desses.

(não encontrei vídeo, segue link da música no Spotify: https://open.spotify.com/track/4oWmroatZtMmlgc3havMrv)


15 - For Your Eyes Only - Sheena Easton (007 Somente para Seus Olhos, 1981)

Chegando no grupo de músicas que não particularmente gosto ou desgosto, mais um no estilo mais "lento e romântico".





14 - The Man With the Golden Gun - Lulu (007 contra o Homem com a Pistola de Ouro, 1974)

Já entrando nos temas para mim mais "característicos", com muitos metais e um ritmo mais rápido, é um tema até divertido.



13 - Diamonds are Forever - Shirley Bassey (007 - Os Diamantes São Eternos, 1971)

Pela segunda vez na lista, dessa vez Shirley Bassey traz um dos temas mais reconhecidos e com mais "cara de James Bond". Eu sei, eu disse várias vezes que não gosto das lentas, mas essa é exceção.


12 - The World is Not Enough - Garbage (007 - O Mundo Não é o Bastante, 1999)

Ao contrário dos demais temas dessa época, tentou ser mais clássico e não ficou mal. A vocalista do Garbage consegue um bom trabalho em acertar o tom dos filmes.



11 - You Know My Name - Chris Cornell (Cassino Royale, 2006)

O filme é um recomeço na história, mostrando James Bond iniciando sua carreira de agente. O tema acompanha isso, e consegue um retorno legal às raízes. E eu gosto da música em si. A piadinha com o nome da música e a época do filme, em que James Bond não era conhecido também é interessante.



10 - Thunderball - Tom Jones (007 contra a Chantagem Atômica, 1965)

Um dos temas mais clássicos. Um pouquinho Tom Jones demais, mas é excelente.



9 - Licence to Kill - Gladys Knight (007 - Permissão para Matar, 1989)

Apesar de mais lenta, essa é muito clássica. Tem um estilo característico do final dos anos 80 e marcou bastante.



8 - Die Another Day (007 - Um Novo Dia para Morrer, 2002)

Um dos temas mais polêmicos, sem dúvida. Madonna foi chamada no início do século XXI para dar uma cara nova para a trilha sonora do último filme de Pierce Brosnan. Experimental, eu gosto, mas sei que divide opiniões. Ao contrário da atuação dela no filme em si, que ninguém gostou.



7 - Goldeneye - Tina Turner (007 contra Goldeneye, 1995)

Tina Turner é um nome perfeito para um tema de 007. Nessa "ressurreição" do agente na década de 90, foi uma escolha acertadíssima.



6 - Goldfinger - Shirley Bassey (007 contra Goldfinger, 1964)

Talvez o mais clássico e conhecido tema dos filmes de 007, é o primeiro de Shirley Bassey, logo no terceiro filme da série (e, também, um dos melhores de todos os tempos). Tem todos os componentes de um tema clássico: o ritmo, a opulência, a dramaticidade que os caracterizaram em tantos filmes.



5 - Living Daylights - A-HA (007 Marcado para a Morte, 1987)

A partir daqui minha predileção pelos anos 80 começa a falar mais alto. Como em toda essa lista, o gosto pessoal influencia muito, mas é o tipo de música que gosto mais, então naturalmente vai tender a aparecer melhor no ranking. Especialmente por ter visto o show do A-HA no Rock in Rio ontem...



4 - A View to a Kill - Duran Duran (007 Na Mira dos Assassinos, 1985)

Segue o momento anos 80. Adoro essa música, dá um senso de urgência e perseguição. E é do Duran Duran, isso ajuda. Curiosidade: é a primeira música-tema de 007 a atingir o topo da Billboard, o que mostra a mudança para um viés mais pop já sendo feita nos anos 80, quando o personagem começa a perder fôlego.


3 - Live and Let Die - Paul McCartney / Wings (Com 007 Viva e Deixe Morrer, 1973)

Outra daquelas lembradas (e regravadas) até hoje. Talvez o primeiro grande sucesso de Paul McCartney em sua carreira solo. Inesquecível.


2 - Skyfall - Adele (007 - Operação Skyfall, 2012)

Talvez uma surpresa estar tão alto nessa lista, a música de Adele é a tradução perfeita dos temas de 007 para os tempos atuais: épica, majestosa, e extremamente bem executada. Para mim, a única coisa que se salva do filme.



1 - Nobody Does It Better - Carly Simon (007 - O Espião que me Amava, 1977)

Outra surpresa? Não sei se sei explicar bem porque gosto tanto dessa música, mas para mim é dela que lembro quando se fala de temas de Bond. Tem uma "malemolência", uma sensualidade e ao mesmo tempo aquele toque épico a que me referi algumas vezes anteriormente. Inclusive, acho Carly Simon muito subestimada, fala-se muito pouco sobre ela nos dias de hoje. Fica aqui meu reconhecimento, portanto.


domingo, 29 de março de 2015

[Top 10] Trilogias


As trilogias. Por alguma razão, séries de 3 filmes se tornam cada vez mais comuns no cinema, seja como desenvolvimento natural da história, seja porque se baseiam em séries de 3 livros, ou seja por falta de vergonha e ganância de quem as realiza (né, Peter Jackson?). Enfim, depois de um começo de conversa sobre o assunto com o Victor Caparica no Twitter, resolvi elencar aqui as 10 melhores trilogias do cinema na minha opinião, ordenadas. O critério é que tenham sido 3 filmes (dã), e que na média, eles componham uma obra de destaque, tentando privilegiar aqueles em que não haja um filme que destoe negativamente dos demais.

Já me preparando para desviar das pedradas, lá vai:

10 - Corra Que a Polícia Vem Aí (David Zucker - 1988 a 1994)

Sou um fã confesso do humor besteirol. Poucas vezes ele atingiu tal nível ao longo de 3 filmes como em Corra Que a Polícia Vem Aí. Leslie Nielsen, que teve uma longa carreira em filmes sérios, "renasceu" como ator de comédia física nas mãos de Zucker e Abrahams em Apertem os Cintos..., mas é aqui, como personagem principal, que atinge seu auge. São muitas cenas antológicas, várias vezes com outras piadas acontecendo ao fundo, para se escolher qual a melhor. Memorável.




9 - Trilogia "Antes do..." (Richard Linklater - 1995 a 2013)

Nada menos que 18 anos separam os filmes dessa série (da qual falei aqui e aqui), na qual Richard Linklater começa com a história de 2 desconhecidos que se encontram em um trem e decidem passara noite juntos (Antes do Amanhecer), se reencontram depois de muitos anos (Antes do Pôr do Sol), e estão casados, com 2 filhas (Antes da Meia-Noite). Em comum, os filmes têm muita conversa, um clima intimista e um retrato profundo da dinâmica entre o casal, e da passagem do tempo, desde jovens idealistas a um casal de meia idade pragmático. Vale muito assistir.



8 - Trilogia Exterminador do Futuro (James Cameron - 1984 a 2003)

Não é bem uma trilogia, mas como o filme 4 (e o futuro filme 5) se situam em uma linha temporal alternativa, dá pra isolar e analisar apenas os 3 primeiros. A história que projetou Arnold Schwarzenegger em Hollywood é uma baita história, com viagens no tempo, muita ação e efeitos visuais (O Exterminador do Futuro 2, quando lançado, era o filme mais caro de todos os tempos), e conta uma história que prende, empolga e, queira ou não, tem sua profundidade ao discutir os rumos da humanidade e a dependência de máquinas e computadores. Mesmo o terceiro filme, considerado por muitos muito inferior, me empolgou e terminou a saga inicial de maneira bem legal. E, claro, o tema é muito maneiro: TANAM TAM TANAM (um projeto @odildavid)



7 - Trilogia O Senhor dos Anéis (Peter Jackson - 2001 a 2003)

Considerada "infilmável", a série de 3 livros de J. R. R. Tolkien ganhou uma adaptação memorável pelas mãos de Peter Jackson no início dos anos 2000. Quase uma unanimidade em termos de "adaptação na mesma qualidade dos livros', a série de filmes foi produzida durante 18 meses na Nova Zelândia, e transmite todo o caráter épico e grandioso do livros. Suas versões estendidas somam mais de 11 horas de filme. A pena é que a ganância de Peter Jackson ao transformar o pequeno livro O Hobbit em mais 3 filmes tenha resultado em algo mais para modorrento do que para épico.



6 - Trilogia do Homem Sem Nome (Sergio Leone - 1964 a 1966)

Embora não sejam tecnicamente uma trilogia, já que as histórias não são sequenciais e Clint Eastwood sequer interprete o mesmo personagem nos 3 filmes, a sequência Por Um Punhado de Dólares/Por Uns Dólares a Mais/The Good, the Bad and the Ugly (me recuso a usar o nome em português) está aqui porque eu quero, oras. Obras-primas do sub-gênero "Western Spaghetti", que curiosamente começou como uma alternativa de menor custo e maior liberdade criativa ao Western tradicional, e acabou, na minha opinião, deixando um legado mais presente até hoje do que o gênero que o deu origem. Ah, e Ennio Morricone...



5 - Trilogia Batman (Christopher Nolan - 2005 a 2012)

O primeiro filme do Batman, de Tim Burton, foi um marco no cinema de quadrinhos. Basicamente apenas Superman havia sido feito na época, e ele trouxe um visual novo para os filmes de super-heróis. Após as "experiências" de Joel Schumacher, o personagem foi deixado um pouco de lado, e o gênero evoluiu enquanto isso. Até que Christopher Nolan trouxe uma abordagem nova, mais realista, para o personagem. Mesmo com opiniões divididas sobre o primeiro (na minha opinião, muito bom), e especialmente sobre o terceiro (que, de fato, fechou a história com uns furos de roteiro meio graves), o segundo filme, O Cavaleiro das Trevas segue sendo, provavelmente, o melhor filme de quadrinhos da história, não apenas pela estupenda atuação de Heath Ledger como Coringa, mas também por conseguir uma história inteligente, atrativa e toda amarrada, algo raro para um "filme do meio".



4 - Trilogia Indiana Jones (Steven Spielberg - 1981 a 1989)

Não há muito o que dizer aqui: um personagem carismático, com histórias interessantes, no estilo "aventuras de antigamente", bem dirigidas e emocionantes. O primeiro filme (Caçadores da Arca Perdida) já foi muito, muito bom, e os seguintes (Indiana Jones e o Templo da Perdição e Indiana Jones e a Última Cruzada) apenas aumentam o nível, sendo que Sean Connery arrebenta no papel de pai dele no último. De fato, não há muito o que dizer. Existem boatos não confirmados de um quarto filme.



3 - Trilogia O Poderoso Chefão (Francis Ford Coppola - 1972 a 1990)

O primeiro Godfather é considerado até hoje um dos melhores filmes de todos os tempos. O segundo, considerado por alguns no mesmo nível, é até hoje a única continuação a repetir o Oscar de Melhor Filme. O terceiro... bem, o terceiro poderia ser até um filme decente se Sofia Coppola não o estragasse, mas encerra a história de forma interessante. A saga da família Corleone até hoje espanta pela profundidade da história, pelas fantásticas atuações e pela reconstituição da máfia como poucas vezes visto.



2 - Trilogia Star Wars (George Lucas / Irvin Kershner / Richard Marquand - 1977 a 1983)

Não é preciso frisar o impacto que essa trilogia teve sobre a cultura pop e até sobre o jeito que se faz cinema. Fanboyzice à parte (vou tentar), são 3 baita filmes (Star Wars e Império Contra-Ataca estão claramente em um nível acima, mas O Retorno de Jedi de maneira alguma compromete). Aliás, para mim  Império é o melhor filme do meio da história das trilogias, já que em vez de apenas ser um gancho para o fim da história, tem o final mais interessante e mais sombrio de toda a saga. Já que a tal "nova trilogia" (da qual o @fvanzo tanto gosta) decepcionou tanto, ficamos no aguardo do filme VII que a Disney (já sem George Lucas) vai lançar no fim do ano.



1 - Trilogia De Volta para o Futuro (Robert Zemeckis - 1985 a 1990)

É uma questão de gosto mesmo. Entendo quem disser que uma das anteriores (ou alguma que não coloquei) é melhor, mas os filmes De Volta para o Futuro (especialmente Parte 1 e Parte 2) têm algo de muito especial pra mim. Não há uma vez que passe na TV e eu não veja, torça pelos pais de Marty, vibre com o skate voador, com os paralelos entre os 3 filmes (aliás, sugiro fortemente vê-los pelo menos uma vez na sequência, direto). É um roteiro universal, em que a viagem no tempo é só um coadjuvante para contar histórias bacanas de pais, filhos, amigos, diversão. Precisa mais?


E agora podem vir as pedras.

(Menções honrosas: Máquina Mortífera, X-Men, Madagascar, Shrek, Rocky, Mad Max)

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

[Top 10] Cenas musicais

Depois de tanto tempo escrevendo no blog, pensei em fazer um novo tipo de post. Nada extremamente original, o que mais tem por aí é blog com listas. Mas, de todo jeito, achei legal selecionar os meus melhores no cinema em alguns critérios. Para começar, as 10 cenas musicais que mais gosto. Não coloquei aqui cenas de musicais, preferindo aqueles filmes onde a música em um dado momento se torna um personagem. As cenas não estão em ordem de preferência e representam o meu gosto pessoal, podendo ser cornetadas à vontade nos comentários:

Ferris Bueller na Parada - Curtindo a Vida Adoidado

Já começo com a minha favorita, que marcou uma geração de espectadores da Sessão da Tarde juntando Beatles (e Danke Schön) com o maior matador de aula do cinema. É surpreendente, é emocionante, engraçada. Paro pra ver toda vez:



O concurso de Twist - Pulp Fiction

Essa também já nasceu clássica. Aparentemente aleatória na história do filme, mas juntando o fetiche de Tarantino por Uma Thurman e o passado "dançarino" de John Travolta (que foi praticamente ressucitado pelo diretor nesse filme), com uma coreografia propositalmente amadora e tosca, que virou um cult instantâneo:



Fila do Banco - Ou Tudo Ou Nada

Nesse excelente filme, um grupo de desempregados ingleses promete um strip-tease "até o fim" como forma de conseguir dinheiro, em um país recessivo e com poucas esperanças. Um tema sério, mas levado com bastante humor. E a cena musical que mais gosto reflete bem essa dualidade: na fila para receber o seguro-desemprego, aos poucos os homens, quase sem perceber, estão dançando de forma coreografada, de acordo com o que vêm ensaiando. Simples, mas marcante:



Clipe inicial - Letra e Música

Um filme bastante esquecível, com Hugh Grant e Drew Barrymore fazendo mais do mesmo em relação a papéis, mas com uma abertura que os anos 80 não teriam feito melhor:



Uncle Fucker - South Park: Bigger, Better and Uncut

Essa entra pelo inusitado. É tão surreal que eu não conseguia parar de rir no cinema. A música (composta basicamente de palavrões e ofensas) conseguiu a proeza de ser indicada ao Oscar e ser cantada durante a cerimônia:



Apresentação de Marty McFly no Baile do Encanto Submarino - De Volta para o Futuro

Outra clássica. Marty, sob risco de sumir da existência caso seus pais não se apaixonem, tem que cobrir a ausência de um guitarrista no baile. Durante a romântica "Earth Angel", seus pais finalmente se apaixonam, e depois vem "Johnny B. Goode" para espanto da platéia dos anos 50 que o assiste. Fantástica:



Coreografia no deserto - Priscilla, a Rainha do Deserto

Além de divertidíssimo, esse filme foi um dos primeiros a retratar a causa gay com tal naturalidade, e de maneira séria porém tornada leve. Essa cena é um retrato de todo o filme, mostrando o "choque" entre o exagero das dançarinas em contraste com os "caipiras" da Austrália.



Bohemian Rhapsody - Quanto Mais Idiota Melhor

Digo apenas que após essa cena, é impossível ouvir Queen no carro e não bater cabeça:



Tocando Piano no Chão - Quero Ser Grande

Se você viu essa cena na Sessão da Tarde e nunca quis tocar piano desse jeito, você não foi uma criança feliz:



Tango - Perfume de Mulher

Termino com essa cena clássica, de um filme não tão clássico assim. Não dava para esquecer Al Pacino, roubando o filme (que nem é tão bom assim), como o coronel cego que dança tango:



Bonus Track - Tango - True Lies

Vou trapacear aqui um pouco pra colocar outra cena, já que ela usa a mesma música da anterior. No subestimado True Lies, Schwarzenegger é o espião que finge tão bem para sua mulher que tem uma vida sem graça que ela acaba acreditando. No final, vira espiã também, e vem mais tango por aí (infelizmente, nesse caso, dublado em russo):



Menções honrosas: 500 Dias com Ela, O Casamento do Meu Melhor Amigo, Pequena Miss Sunshine, 10 Coisas que Odeio em Você

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