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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

[Top 10] Cenas musicais

Depois de tanto tempo escrevendo no blog, pensei em fazer um novo tipo de post. Nada extremamente original, o que mais tem por aí é blog com listas. Mas, de todo jeito, achei legal selecionar os meus melhores no cinema em alguns critérios. Para começar, as 10 cenas musicais que mais gosto. Não coloquei aqui cenas de musicais, preferindo aqueles filmes onde a música em um dado momento se torna um personagem. As cenas não estão em ordem de preferência e representam o meu gosto pessoal, podendo ser cornetadas à vontade nos comentários:

Ferris Bueller na Parada - Curtindo a Vida Adoidado

Já começo com a minha favorita, que marcou uma geração de espectadores da Sessão da Tarde juntando Beatles (e Danke Schön) com o maior matador de aula do cinema. É surpreendente, é emocionante, engraçada. Paro pra ver toda vez:



O concurso de Twist - Pulp Fiction

Essa também já nasceu clássica. Aparentemente aleatória na história do filme, mas juntando o fetiche de Tarantino por Uma Thurman e o passado "dançarino" de John Travolta (que foi praticamente ressucitado pelo diretor nesse filme), com uma coreografia propositalmente amadora e tosca, que virou um cult instantâneo:



Fila do Banco - Ou Tudo Ou Nada

Nesse excelente filme, um grupo de desempregados ingleses promete um strip-tease "até o fim" como forma de conseguir dinheiro, em um país recessivo e com poucas esperanças. Um tema sério, mas levado com bastante humor. E a cena musical que mais gosto reflete bem essa dualidade: na fila para receber o seguro-desemprego, aos poucos os homens, quase sem perceber, estão dançando de forma coreografada, de acordo com o que vêm ensaiando. Simples, mas marcante:



Clipe inicial - Letra e Música

Um filme bastante esquecível, com Hugh Grant e Drew Barrymore fazendo mais do mesmo em relação a papéis, mas com uma abertura que os anos 80 não teriam feito melhor:



Uncle Fucker - South Park: Bigger, Better and Uncut

Essa entra pelo inusitado. É tão surreal que eu não conseguia parar de rir no cinema. A música (composta basicamente de palavrões e ofensas) conseguiu a proeza de ser indicada ao Oscar e ser cantada durante a cerimônia:



Apresentação de Marty McFly no Baile do Encanto Submarino - De Volta para o Futuro

Outra clássica. Marty, sob risco de sumir da existência caso seus pais não se apaixonem, tem que cobrir a ausência de um guitarrista no baile. Durante a romântica "Earth Angel", seus pais finalmente se apaixonam, e depois vem "Johnny B. Goode" para espanto da platéia dos anos 50 que o assiste. Fantástica:



Coreografia no deserto - Priscilla, a Rainha do Deserto

Além de divertidíssimo, esse filme foi um dos primeiros a retratar a causa gay com tal naturalidade, e de maneira séria porém tornada leve. Essa cena é um retrato de todo o filme, mostrando o "choque" entre o exagero das dançarinas em contraste com os "caipiras" da Austrália.



Bohemian Rhapsody - Quanto Mais Idiota Melhor

Digo apenas que após essa cena, é impossível ouvir Queen no carro e não bater cabeça:



Tocando Piano no Chão - Quero Ser Grande

Se você viu essa cena na Sessão da Tarde e nunca quis tocar piano desse jeito, você não foi uma criança feliz:



Tango - Perfume de Mulher

Termino com essa cena clássica, de um filme não tão clássico assim. Não dava para esquecer Al Pacino, roubando o filme (que nem é tão bom assim), como o coronel cego que dança tango:



Bonus Track - Tango - True Lies

Vou trapacear aqui um pouco pra colocar outra cena, já que ela usa a mesma música da anterior. No subestimado True Lies, Schwarzenegger é o espião que finge tão bem para sua mulher que tem uma vida sem graça que ela acaba acreditando. No final, vira espiã também, e vem mais tango por aí (infelizmente, nesse caso, dublado em russo):



Menções honrosas: 500 Dias com Ela, O Casamento do Meu Melhor Amigo, Pequena Miss Sunshine, 10 Coisas que Odeio em Você

Esqueci alguma? Exagerei? Comente.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Pulp Fiction (1994)

Para a "alegria" do amigo Almir, chegou a hora de falar sobre um de meus filmes preferidos, de um de meus diretores preferidos: Pulp Fiction (me recuso a usar o subtítulo em português "Tempo de Violência" - aliás, algum dia quero falar sobre os nomes ridículos em português). Goste ou não, é fato que esse filme (na verdade, Cães de Aluguel, que saiu antes, mas não fez tanto sucesso - na época) "inaugurou" um conceito novo de filmes, misturando comédia, ultraviolência e "cultura" pop em doses cavalares, além de uma certa liberdade na maneira de contar a história (seja ela temporal, como em Pulp Fiction, ou até de gênero, como Um Drink no Inferno).

Em uma época (início dos anos 90) onde a grande novidade do cinema eram os efeitos visuais, associados a um certo "tradicionalismo" na maneira de contar a história - outros concorrentes ao Oscar daquele ano foram  Forrest Gump e, veja você, Um Sonho de Liberdade, outro filme ótimo - Pulp Fiction quebrou as "regras" do cinema, focando novamente em uma história inovadora - quem lê o blog já sabe que esse é meu ponto fraco - e em um jeito ainda mais inovador de contá-la. A sequência de eventos, a trilha sonora, as "homenagens", de faroeste a kung fu, de filmes B a musicais, tudo forma uma experiência única e muito diferente (pelo menos no conjunto) do que assistíamos na época.

Lembro de ir ao cinema com vários amigos assistir a Pulp Fiction. Primeiro ano de faculdade, a gente ia basicamente assistir a qualquer coisa que se dignasse a chegar aos cinemas da metrópole de São José dos Campos. Sem internet, era até meio difícil (e porque não dizer, mais surpreendente) saber o que esperar dos filmes antes de assisti-los. A surpresa foi enorme, e lembro que eu e mais um ou dois gostaram do filme, os demais odiaram. Mas era impossível ficar indiferente.

A trilha sonora vale uma menção à parte. Foi a primeira vez que comprei um CD de trilha sonora na vida (pois é, na época em que se compravam CDs...), e lembro que cansei de ouvir. Ao contrário das trilhas normais, que têm 3 ou 4 músicas batidas e um monte que não toca no filme, só completando o CD, essa era realmente legal. E por serem músicas obscuras, você sempre vai associar aquela música à cena em que toca:


Nem falei do filme em si: dois mafiosos ficam responsáveis por cuidar da mulher do chefe enquanto ele viaja. E aí acontece de tudo. Fora da ordem. :-)

Com o tempo, alguns desses maneirismos foram se repetindo e até cansando, até que o próprio Tarantino se livrou de alguns deles em seus filmes mais recentes (mas não de todos...), especialmente Bastardos Inglórios. Mas o primeiro filme do Tarantino que você assiste, nunca esquece.

Nota: 9,4 (7o. na minha lista de filmes preferidos)

PS: Notando agora, não foi uma homenagem, mas esse post parece um filme do Tarantino: bagunçado, sem muita lógica, até difícil de acompanhar. Espero que esteja comparável em conteúdo também...

PS2: Esqueci de 2 das melhores coisas do filme: John Travolta e Samuel L. Jackson. :-) Só ter ressucitado esses caras já vale o filme...