Simples assim. Comentários sobre filmes que já vi, bons ou ruins, recentes ou antigos. Um jeito de falar sobre cinema sem necessariamente ter alguém pra me ouvir.
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019
Oscar 2019 - Quem ganha?
É chegada a hora de palpitar e cornetar os palpites dos outros e os prêmios da Academia! Como excepcionalmente eu vi muitos dos filmes indicados esse ano, vou dizer aqui quem eu queria e quem eu acho que ganha o careca da Academia.
O ano de 2018 não me pareceu uma safra particularmente prolífica em termos de grandes filmes e grandes atuações indicadas ao Oscar. Por outro lado, não há um favorito destacado, e devemos ter algumas surpresas ao longo da premiação. É tipo campeonato da série B: o nível não é lá essas coisas, mas pelo menos vai ter disputa.
Sem mais delongas, vamos aos palpites furados. Depois eu volto e atualizo com os vencedores, ou com alguma mudança se eu assistir mais algum filme.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Superman - O Filme (Superman, 1978)
Outro dia, em uma conversa despretensiosa pelo Twitter, comentei o que eu achava que era uma opinião geral de quem assiste filmes de super-heróis no cinema: que o primeiro filme do Superman era fraco. Recebi várias reprimendas (pra dizer o mínimo), de amigos dizendo que o filme foi o pioneiro, estabeleceu vários padrões seguidos até hoje nos filmes do gênero, e especialmente do Victor Caparica, ouvi que eu (e, presumo, 99% dos espectadores do filme) tinha entendido errado o final, quando ele faz o tempo voltar para salvar Lois Lane do terremoto.
(inclusive, vale uma ressalva aqui: não sou leitor de gibis do personagem. Tudo o que disser se refere ao filme em si e não ao quanto é fiel ou não à mitologia dos quadrinhos. Muito menos entendo o suficiente para saber como as mudanças no universo das HQs afetam seu alinhamento com a história do filme)
Assim, depois de várias opiniões fortes, prometi a alguns amigos que reveria o filme com a cabeça aberta e escreveria um texto sobre ele aqui no blog para dizer o que achei. Adiantando: o filme é um pouco melhor do que eu lembrava, mas ainda não posso dizer que é bom. Explico:
O filme inicia muito bem. Toda a parte da origem do Superman é contada com calma, detalhes e didatismo. Talvez justamente por aquele pioneirismo, imagino que o diretor tenha escolhido um caminho conservador para não tornar o filme difícil para um público que não estava acostumado a esse tipo de história. Está tudo ali: de onde ele veio, porque veio especificamente para a Terra, porque seus pais o enviaram sozinho, como é seu relacionamento com seus poderes e seus pais adotivos na juventude... um belo "tutorial", que se encerra com a construção da Fortaleza da Solidão, a tomada de conhecimento de quem ele é e qual seu papel na Terra. Alguns efeitos especiais datados, mas essa parte realmente me animou para o resto do filme. Uma nota interessante: logo no início da história, aparecem os vilões do segundo filme sendo condenados, um "easter egg" que deve ter sido marcante na época.
A segunda parte do filme se dedica a estabelecer o Superman (o herói, e não a pessoa), além de caracterizar o ambiente que passa a cercá-lo: a cidade de Metrópolis, Lois Lane, Jimmy Olsen, e até um pouco de Lex Luthor. É nessa parte que, após algum conflito na adolescência, o Superman se transforma no "defensor da justiça, da verdade e do sonho americano" (sim, ele diz isso), o perfeito e incorruptível herói que Metropolis precisa. Eu tinha na cabeça que Lois Lane fosse uma personagem mais interessante (talvez resquício de ter visto Superman Returns há poucos anos), mas no filme ela é voluntariosa porém relativamente limitada (pessoas em volta corrigem sua ortografia algumas vezes durante o filme). A cena da entrevista exclusiva dela com o Superman é antológica pela parte do vôo em conjunto, mas é arrastada e algumas coisas não fazem sentido (você consegue a exclusiva mais procurada por todos os jornais da cidade e vai perguntar peso e altura, jura?). Ainda assim, o filme se sustenta bem, os personagens são bem retratados e, principalmente, o Superman se estabelece como herói na cidade de maneira muito interessante.
O terço final do filme é que estraga tudo. O filme se pretende sério, com pitadas de humor (o próprio Clark Kent funciona bem como alívio cômico em algumas cenas, sem cair na caricatura), mas nada justifica Lex Luthor e seus "capangas" terem cenas tão imbecis. Entendo que o "vilão ultra inteligente cercado por ajudantes imbecis" não era clichê na época como é hoje, mas ainda assim a sequência em que o bando tenta interceptar o comboio do míssil nuclear para redirecionar sua trajetória é revoltante de tão ruim, parece uma cena deletada de Top Secret por ter ficado sem graça. Quebra totalmente o ritmo do filme. Outra cena que não faz sentido algum é quando Lex Luthor chega à conclusão que, se Superman chegou à Terra no ano de 1961, então uma chuva de meteoros que chegou no mesmo ano "certamente" vem de Krypton, e "portanto", deve ser o ponto fraco dele, ele mesmo dando o nome de Kryptonita. É um ponto importantíssimo no plot do filme, merecia uma explicação melhor.
Após algumas pataquadas do vilão da história, chegamos à cena mais famosa (e mais polêmica, digamos) do filme. Ao ser salvo da morte por kryptonita pela assistente de Lex Luthor, ele promete que salvará a mãe dela primeiro, e com isso, Lois Lane é pega no terremoto causado pelo míssil de Luthor e morre soterrada. Em desespero, vai para o espaço e, com sua supervelocidade, faz com que o tempo volte e desce a tempo de salvar sua amada. Para mim (tanto na lembrança como vendo agora), parece que o Superman faz a Terra girar ao contrário para o tempo voltar, o que seria um grande absurdo. Há teorias que dizem que ele está gerando uma distorção no espaço-tempo, fazendo o tempo voltar, e não girando a Terra ao contrário, mas honestamente, não é isso que o filme demonstra (ele inclusive, no final, volta a girar no sentido normal da Terra para fazê-la "pegar no tranco"). De qualquer jeito, o ponto é que, mais uma vez, um ponto-chave da história fica muito mal explicado e sujeito a interpretações. Além disso, convenhamos, voltar, salvar a amada, mas deixar o resto do país explodindo não é exatamente o que o paladino da justiça teria feito...
O filme se beneficia de outros aspectos: o elenco tem boas atuações, e Christopher Reeve até hoje é o Superman, em uma identificação ator/personagem mais direta do que talvez qualquer outro herói do cinema (talvez apenas Robert Downey Jr./Iron Man e Hugh Jackman/Wolverine cheguem minimamente próximos). Na trilha sonora, John Williams mais uma vez mostra um tema daqueles de arrepiar, que até hoje identificamos nos primeiros acordes. Os efeitos visuais, como citei anteriormente, estão datados, mas não comprometem o filme, e na época devem ter sido considerados fantásticos. O diretor Richard Donner faz um trabalho muito competente, inclusive unindo a história com a do segundo filme (que acabou não dirigindo, por "diferenças criativas"). Alguns pontos positivos que ajudam o filme, mas acabam não fazendo tanta diferença. Como disse, acho que minha opinião não mudou muito. Reconheço alguns bons pontos positivos, e o pioneirismo, mas como entretenimento, continuo achando que não é grande coisa. Que venha o filme 2...
Nota: 5,0
terça-feira, 31 de julho de 2012
Batman: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008)
Com a abertura das Olimpíadas nessa sexta, pensei em escrever um post comemorativo comentando algum filme relacionado ao evento. Acabei percebendo que nunca vi nenhum. O mais perto que eu tenho de esportes olímpicos é Rocky, Um Lutador. Depois de colocar Carruagens de Fogo e Jamaica Abaixo de Zero na lista de filmes a assistir, pensei então em escrever um post referente à outra coisa que aconteceu nessa sexta-feira: a estreia nos cinemas de O Cavaleiro das Trevas Ressurge, terceiro filme da trilogia de Christopher Nolan que resgatou o personagem (que tinha sofrido com maus filmes, especialmente Batman Eternamente e Batman e Robin, de Joel Schumacher) de maneira brilhante. Ainda não vi o terceiro filme, mas isso deve ser resolvido rapidamente, e pretendo falar dele aqui em breve.
A lógica seria eu falar inicialmente de Batman Begins, mas O Cavaleiro das Trevas é um filme do qual eu gostei tanto que resolvi partir direto para ele. Como já disse antes, é um dos poucos filmes (senão o único) que para mim transcendeu o status de "um excelente filme de super herói" para "um excelente filme". Isso principalmente pela decisão (muito bem executada) de criar um filme hiper-realista. Claro que é complicado imaginar que um cara, para se vingar dos bandidos, inspire-se nos morcegos e gaste uma fortuna, treine a vida inteira, e se torne quase indestrutível no combate ao crime. Mas o filme é montado de tal maneira que isso passa a ser quase crível. A tal "suspensão de descrença", na qual se constrói um universo de tal modo internamente coerente, que você acredita na história, por mais que não seja possível no nosso mundo.
O fato de ser o Batman ajuda muito nesse sentido. Dentre os herois mais famosos, ele é o que tem a história mais "plausível". Claro que não foi isso que vimos, tanto na famosa e mega cafona série de TV dos anos 60 e mesmo nos filmes anteriores, de Tim Burton e especialmente de Joel Schumacher. Na época do Tim Burton, o clima ainda era um pouco mais dark, embora com um pouco de fantasia (e na época do Joel Schumacher, virou palhaçada mesmo). Já com Christopher Nolan, a palavra chave é realismo, desde Batman Begins.
A famosa origem do Batman (milionário que tem os pais mortos quando criança e dedica a vida a combater o crime) é recontada de maneira um pouco mais "pé no chão". A capa, a máscara, a bat-caverna, tudo ganha uma explicação "real", ou pelo menos uma razão para existirem no mundo real. O bat-móvel, por exemplo, é um protótipo de carro de combate, algo sendo desenvolvido nas indústrias de Bruce Wayne para o exército.
Agora, tudo podia ser a coisa mais real do mundo se o filme não fosse bom. E ele é ótimo. Apesar de ser uma continuação, a história é basicamente independente, e funciona muito bem. Livre de contar a origem do personagem, Nolan pode focar na história e nos personagens. Christian Bale já está mais à vontade no papel, e a lista de coadjuvantes do filme é extremamente respeitável: Gary Oldman, Morgan Freeman, Michael Caine, Aaron Eckhart em ótimos papéis. Um roteiro cativante, muito bem estruturado, que explora a reação das pessoas a situações extremas, e a dualidade entre bem e mal. Mas o destaque do filme, obviamente, é o Coringa de Heath Ledger. Em uma encarnação assustadora de um personagem com uma origem bastante doentia nos gibis, mas que nas telas tinha apenas as referências de Jack Nicholson (no filme) e Cesar Romero (na TV). E não é uma questão de sobrevalorizar um ator que faleceu. Seu papel é muito envolvente, bem realizado, e chega a deixar alguma dúvida se não contribuiu para o momento perturbado pelo qual o ator passou em seguida.
Independente de qualquer coisa, seu papel é impressionante, contribuindo demais para a qualidade do filme. Claro que não é apenas isso, mas dentro do clima realista do filme, é outro dos fatores que poderia soar exagerado, mas acaba sendo bastante crível. Claro que é difícil imaginar um maluco todo retalhado e maquiado gerando caos pela cidade, mas a interpretação de Ledger associada a algumas escolhas de roteiro (como por exemplo não tentar explicar sua origem) acertam em cheio em gerar a tal "suspensão da descrença" tão necessária para a credibilidade do filme. E ajuda a tornar o filme muito divertido.
Em resumo, o filme não só quebrou o estigma de filmes de heróis, como também acabou sendo um grande sucesso, sendo indicado e recebendo Oscars e sendo reconhecido como um dos melhores filmes de 2008. Eu, pelo menos, adorei. E talvez o maior defeito do filme (além de ter trocado a Katie Holmes de Batman Begins pela feiosa e sem graça Maggie Gyllenhaal) tenha sido criar uma enorme expectativa para a conclusão da trilogia. Quero só ver se o terceiro filme vai manter o nível dos 2 primeiros. Saberei amanhã...
Nota: 9,35 (8o colocado na minha lista de filmes favoritos)
PS: Claro que eu não poderia deixar de citar o "fan-film" mais famoso do Batman (ou quase isso). Ainda nos tempos pré-internet, um grupo de amigos com um microfone, um vídeocassete e muito tempo livre geraram o primeiro clássico do youtube: Batman na Feira da Fruta. Você já deve ter visto, mas por via das dúvidas, segue. É toscamente engraçado demais:
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Os Vingadores (The Avengers, 2012)
É a primeira vez que posto aqui sobre um filme que acabei de assistir, então provavelmente esse deve ser um post um pouco diferente, mais "no calor do momento", do que os demais, que se referem a filmes que já assisti há alguns anos, e portanto já tenho uma opinião mais sedimentada. Vamos ver no que dá.
Isso posto, vamos lá: primeiro, gostei do filme. Provavelmente não tanto quanto os fãs de quadrinhos de de filmes de super-heróis em geral, e provavelmente mais do que o espectador médio de cinema (mais do que a Chris, com certeza eu gostei. Já vi que vou ter que pagar essa ida com uns 2 iranianos e um Almodóvar...). Não é meu filme de heróis preferido, nem de longe, mas tem suas qualidades e é bem divertido.
O cinema, obviamente, é uma mídia muito diferente das histórias em quadrinhos, e mesmo da animação. Por serem imagens e não desenhos, acho que instintivamente esperamos algo mais real, e nem tudo o que funciona em quadrinhos vai funcionar no cinema. Assim, a meu ver, um filme de heróis pode funcionar de 2 jeitos:
- Tentando ser ultrarealista: os filmes do Batman do Christopher Nolan são o exemplo clássico, facilitado pelo fato de que o Batman é um herói mais realista, que não tem superpoderes vindo do nada, e portanto se tornando muito mais "acreditável".
- Estabelecendo um universo onde aquelas coisas podem acontecer: é o caso de Os Vingadores. Não existe uma maneira realista de introduzir um personagem que fica indestrutível devido à exposição a raios gama, ou outro que é basicamente um semi-deus vindo de outra galáxia. Nesse caso, o filme em geral é tão melhor quanto mais conseguir convencer sua audiência da credibilidade desse universo.
O filme consegue bem esse objetivo. Com alguns poucos deslizes (como o começo meio arrastado), detalhes como a dificuldade de entendimento entre os herois e as diferenças de opinião entre eles (o sarcasmo do Homem de Ferro vs. o patriotismo do Capitão América, por exemplo) são bem introduzidos, inclusive desempenhando papel importante no enredo. O humor também é bem diferente do usual, quebrando os momentos de tensão e escalando até a impagável cena de luta entre o vilão Loki e o Hulk (que passa quase o filme todo sendo tratado com medo por todos, como uma força incontrolável, e a partir de um certo momento vira alívio cômico. Estranho).
As cenas de ação, claro, são muito bem feitas. Assisti ao filme em 3D e não me arrependi, chegando a "desviar" das flechas do Gavião Arqueiro em alguns momentos. O ritmo, especialmente na meia hora final, é frenético, mas sem aquela tontura de filmes que exageram na ação. Outro ponto positivo é o equilíbrio entre os personagens, sem que os mais "estrelas", como Homem de Ferro e Hulk, ganhem destaque excessivo.
As atuações são legais, dado o tipo de filme. Robert Downey Jr. nasceu para ser o Tony Stark (outro da escola Jack Nicholson de atuação - faça o papel de você mesmo. Aliás, assim como Samuel L. Jackson, que sempre faz o papel de Samuel L. Jackson, e sempre manda bem), Mark Ruffalo também consegue passar bem a aflição de um homem que sabe o perigo que é. Os demais estão ok, com destaque para Tom Hiddleston, muito bem como Loki, e para Scarlett Johansson, porque afinal ela sempre é o destaque onde quer que esteja.
Não assisti à maioria dos "filmes que deram origem à série. Assisti ao primeiro Homem de Ferro, e gostei bastante, mas Thor, Capitão América, Hulk não. Portanto, acho muito legal a iniciativa da Marvel de juntar todas essas histórias e dar um direcionamento a elas em Os Vingadores, mas não posso falar sobre isso. Analisando esse filme isoladamente, é um filme interessante e divertido, que consegue passar uma certa credibilidade, mas não como O Cavaleiro das Trevas, que para mim rompeu a barreira e pode ser considerado um excelente filme, e não um "excelente filme de super-herói". Mas, claro, vale o ingresso, e obviamente a série não vai parar por aqui.
É isso, em resumo gostei do filme e sugiro fortemente, especialmente se você é fã do gênero. Tentei falar menos sobre a história dessa vez, já que muitos não devem ter visto ainda. Digam aqui embaixo o que acharam...
Nota: 7,5
Isso posto, vamos lá: primeiro, gostei do filme. Provavelmente não tanto quanto os fãs de quadrinhos de de filmes de super-heróis em geral, e provavelmente mais do que o espectador médio de cinema (mais do que a Chris, com certeza eu gostei. Já vi que vou ter que pagar essa ida com uns 2 iranianos e um Almodóvar...). Não é meu filme de heróis preferido, nem de longe, mas tem suas qualidades e é bem divertido.
O cinema, obviamente, é uma mídia muito diferente das histórias em quadrinhos, e mesmo da animação. Por serem imagens e não desenhos, acho que instintivamente esperamos algo mais real, e nem tudo o que funciona em quadrinhos vai funcionar no cinema. Assim, a meu ver, um filme de heróis pode funcionar de 2 jeitos:
- Tentando ser ultrarealista: os filmes do Batman do Christopher Nolan são o exemplo clássico, facilitado pelo fato de que o Batman é um herói mais realista, que não tem superpoderes vindo do nada, e portanto se tornando muito mais "acreditável".
- Estabelecendo um universo onde aquelas coisas podem acontecer: é o caso de Os Vingadores. Não existe uma maneira realista de introduzir um personagem que fica indestrutível devido à exposição a raios gama, ou outro que é basicamente um semi-deus vindo de outra galáxia. Nesse caso, o filme em geral é tão melhor quanto mais conseguir convencer sua audiência da credibilidade desse universo.
O filme consegue bem esse objetivo. Com alguns poucos deslizes (como o começo meio arrastado), detalhes como a dificuldade de entendimento entre os herois e as diferenças de opinião entre eles (o sarcasmo do Homem de Ferro vs. o patriotismo do Capitão América, por exemplo) são bem introduzidos, inclusive desempenhando papel importante no enredo. O humor também é bem diferente do usual, quebrando os momentos de tensão e escalando até a impagável cena de luta entre o vilão Loki e o Hulk (que passa quase o filme todo sendo tratado com medo por todos, como uma força incontrolável, e a partir de um certo momento vira alívio cômico. Estranho).
As cenas de ação, claro, são muito bem feitas. Assisti ao filme em 3D e não me arrependi, chegando a "desviar" das flechas do Gavião Arqueiro em alguns momentos. O ritmo, especialmente na meia hora final, é frenético, mas sem aquela tontura de filmes que exageram na ação. Outro ponto positivo é o equilíbrio entre os personagens, sem que os mais "estrelas", como Homem de Ferro e Hulk, ganhem destaque excessivo.
As atuações são legais, dado o tipo de filme. Robert Downey Jr. nasceu para ser o Tony Stark (outro da escola Jack Nicholson de atuação - faça o papel de você mesmo. Aliás, assim como Samuel L. Jackson, que sempre faz o papel de Samuel L. Jackson, e sempre manda bem), Mark Ruffalo também consegue passar bem a aflição de um homem que sabe o perigo que é. Os demais estão ok, com destaque para Tom Hiddleston, muito bem como Loki, e para Scarlett Johansson, porque afinal ela sempre é o destaque onde quer que esteja.
| Que atuação! |
É isso, em resumo gostei do filme e sugiro fortemente, especialmente se você é fã do gênero. Tentei falar menos sobre a história dessa vez, já que muitos não devem ter visto ainda. Digam aqui embaixo o que acharam...
Nota: 7,5
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